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Encontro de Culturas - dia 1

Encontro de Culturas - dia 1

Pessoal, abaixo segue mais um dia de conversas do Encontro de Culturas em São Gabriel, resultado da transcrição e edição das gravações de áudio. As falas estão um tanto editadas, então fiquem a vontade para reparar o que entenderem.

Pororoca!

Pororoca!

pessoal, uma feliz coincidência que Rogério e Bruno, da revista Pororoca, estejam aqui em São Gabriel durante o encontro; vai rolar uma bela matéria sobre a cidade na proxima edição, confiram na 2a quinzena de maio, nas bancas e em www.revistapororoca.com.br
por aqui, já rolaram quatro dias de muitas conversas, online e na maloca, e uma festa especial na maloca Casa de Conhecimento Baniwa, em Itacoatiara Mirim, recepcionada pelo maadzero Luis e seu filho Moisés. Vejam abaixo e na série de posts seguintes.
Mais tarde vamos postando com calma o conteúdo das discussões.

"Hoje em dia não temos mais o cantinho da fogueira na maloca para contar história...

"Hoje em dia não temos mais o cantinho da fogueira na maloca para contar história...

"Hoje em dia não temos mais o cantinho da fogueira na maloca para contar história. O tempo tá passando e a gente tem que lidar com esse tempo." Moisés Baniwa

Maloca de Itacoatiara Mirim
Foto: Rogério Assis/Revista Pororoca

Encontro de Culturas: programação atualizada!

Encontro de Culturas: programação atualizada!

Programação do Encontro de Culturas

Data: de 25 a 27 de março
São Gabriel da Cachoeira (AM)
Realização: ISA e Foirn

O encontro reunirá cerca de 10 povos indígenas que atualmente estão desenvolvendo, através de associações e escolas, projetos que envolvem aprendizado, transmissão e registro de conhecimentos tradicionais com o uso de ferramentas tecnológicas digitais como internet, video e audio.

Oficina no Telecentro: 23 e 24 de março

Oficina no Telecentro: 23 e 24 de março

Pessoal, entre os dias 23 e 24 de março de 2009, vamos organizar uma oficina com o pessoal que participou das 4 oficinas regionais que organizamos até agora. Participarão os baniwa de itacoatiara mirim, os kotiria de caruru cachoeira e os yudjá, estes últimos vindos do parque do Xingu, Mato Grosso. Com todos eles fizemos oficinas em suas regiões, com o objetivo de explorar a relação entre o conhecimento tradicional indígena e as ferramentas digitais de registro e divulgação.

Oficina Itacoatiara-Mirim VI - Encerramento: Duas leituras sobre as regras de direito autoral para os Baniwa

Oficina Itacoatiara-Mirim VI - Encerramento: Duas leituras sobre as regras de direito autoral para os Baniwa

QUAL A VISÃO DOS BANIWA SOBRE OS DIREITOS AUTORAIS? PROPRIETÁRIA, SOLIDÁRIA OU SIMPLESMENTE INDÍGENA?

Oficina Itacoatiara-Mirim V - Último dia pela manhã - Apresentação dos grupos sobre as regras de direito autoral

Oficina Itacoatiara-Mirim V - Último dia pela manhã - Apresentação dos grupos sobre as regras de direito autoral

No terceiro dia de oficina, as atividades foram retomadas na maloca de Itacoatiara-Mirim, com a apresentação dos três grupos formados para responder e discutir as seguintes perguntas relacionadas ao filme a ser produzido no âmbito do projeto Podáali:

1.O filme pode ser assistido?
2.Pode ser copiado?
3.Pode ser distribuído?
4.Outras pessoas podem ganhar dinheiro com o filme?
5.Outras pessoas podem criar nova obra a partir do filme?

Oficina Itacoatiara-Mirim IV - Segundo dia à tarde - Introdução ao sistema de direito autoral

Oficina Itacoatiara-Mirim IV - Segundo dia à tarde - Introdução ao sistema de direito autoral

A tarde do segundo dia foi dedicada a uma introdução aos direitos autorais. Pedro Paranaguá começou pelo conceito de propriedade para alcançar a noção de propriedade intelectual.

PROPRIEDADE
Com slides de cerca, animais e objetos variados, a explicação girou em torno de tudo o que pode ser materialmente apropriado pelo homem:

Oficina Itacoatiara-Mirim III - Segundo dia - Os Baniwa na Internet

Oficina Itacoatiara-Mirim III - Segundo dia - Os Baniwa na Internet

O segundo dia de oficina em Itacoatiara-Mirim foi realizado no telecentro do ISA, em São Gabriel da Cachoeira. O motivo de deslocar os participantes de sua comunidade consistiu na possibilidade de que todos pudessem manipular ou ao menos visualizar em tempo real o uso da Internet.
Na parte da manhã, Eduardo começou com uma explanação sobre a evolução das tecnologias, especialmente as da informação. Falou sobre os primeiros computadores, cujas atividades eram relacionadas à guerra:

O orgulho de ser Baniwa e a luta para não perder sua cultura - por Moises Baniwa

O orgulho de ser Baniwa e a luta para não perder sua cultura - por Moises Baniwa

Durante o debate do primeiro dia da oficina em Itacoatiara-Mirim (04/08), Moises Baniwa fez uma fala comovente sobre a importância do projeto Podáali. Abaixo segue a transcrição de suas palavras, para as quais tomei a liberdade de lhe emprestar o título que abre este post.

"Hoje em dia não temos mais o cantinho da fogueira na maloca para contar história. O tempo tá passando e a gente tem que lidar com esse tempo. Eu conversei com o meu pai e perguntei: